Agora o diabo leva a culpa.

Tornou-se um hábito comum entre as pessoas, especialmente entre os cristãos, colocar a culpa no diabo quando alguma coisa não sai conforme o planejado. O problema é que a pessoa não consulta a Deus antes de fazer seus planos e tomar suas decisões. Aí quando a coisa não sai conforme as expectativas, e a pessoa dá com a cara no muro, joga a culpa pra cima do diabo! Falta coragem de assumir que a causa do problema foi o próprio desatino e precipitação e então lá vai a culpa para cima do diabo! A Bíblia orienta muitíssimas vezes que para evitar essas decepções, antes de planejar e decidir algo, a pessoa deve refletir e buscar orientação de Deus. Caso contrário as chances do empreendimento dar certo são mínimas. Até Josué que tinha voz ativa com Deus, no dia em que deixou de consultá-lo e decidiu por conta própria foi enganado; Josué 9.3-16. O que sobra então para qualquer um de nós? Portanto antes de tomar decisões é indispensável orar e buscar orientação de Deus! Algumas decisões são determinantes para o resto da vida. Portanto não se precipite, para que depois  viva o resto da vida cansando aos irmãos e  a Deus com suas lamúrias e acusando o diabo por por um infortúnio, cuja culpa é exclusivamente sua! Que Deus te abençoe! Leia a Bíblia e ore todos os dias.          Saúde e Paz.  Pr. Vicente Deodato

Amor-próprio

"Somente estaremos capacitados a viver junto com outra pessoa no momento em que soubermos viver sem a presença dela. 
Corra o mais rápido que puder de pessoas que desejam fazer você feliz. 
Se permitir que elas o façam, então também causarão tristeza, porque você se tornará um boneco nas mãos delas. 
Encontre a felicidade em si mesmo e somente depois a compartilhe com os outros que, por sua vez, também tenham  encontrado o amor-próprio." 

- do livro "The Gospel of Tomas", de Ron Miller.

Um pedido indecente

Então alguns mestres da Lei e alguns fariseus disseram a Jesus: Mestre, queremos ver o Senhor fazer um milagre. Mateus 12.38 (Nova tradução na Linguagem de Hoje). Esse foi talvez o pedido mais absurdo que Jesus ouviu durante seu ministério terreno. Nem o pedido de dois dos seus discípulos, que queriam sentar-se um  a direita e outro a esquerda de Jesus, no seu reino celestial foi tão incômodo.  Jesus já havia feito um número enorme de milagres, a ponto de sua fama ter se espalhado por todas aquelas terras, quando chega um grupo pedindo para ver um milagre. Jesus  percebeu que aquele grupo de doutores da Lei estava atacado de uma enfermidade que  podemos chamar de SIEC* (síndrome da incredulidade espiritual crônica). Jesus não encontrou outra solução a não ser cortar o assunto pela raiz. Eles estavam infectados pela mesma doença que levou o Faraó do tempo de Moisés a se afogar no mar vermelho juntamente com seu exército. Jesus não pode curá-los, porque a falta de fé deles não permitia. Jesus sabia muito bem, que naquelas condições nem mil milagres seria o suficiente para que cressem, portanto  não receberiam mais nada a não ser o sinal do profeta Jonas.  Infelizmente essa doença não foi  ainda erradicada. Quando participamos de orações coletivas, ouvimos sem querer expressões embaraçosas, como por exemplo:  Faça alguma coisa Senhor, mostre que o Senhor é Deus!  É lógico que Deus não responde tal  palavra. Se Deus fosse responder ele diria para tal pessoa: O que mais você quer que eu faça? Tal atitude  dá a entender que para essa  pessoa possa crer em Deus é necessário que ele faça o que ela quer!  Não adianta desafiar a Deus para que ele faça a vontade de alguém.  É um desrespeito com Deus, exigir que ele prove alguma coisa para nós. Peçamos a Deus que nos livre de sermos contaminados por essa terrível enfermidade (a incredulidade). 

Graça e Paz. Pr. Vicente


*Obs. Essa doença não está catalogada no CID (Código Internacional de Doenças)

Dízimos e Ofertas

O que é o dízimo? Dízimo significa a décima parte, ou seja, 10%, (dez por cento). 
A primeira referência ao dízimo na Bíblia encontra-se no livro de Gênesis capítulo 14 versículo 20 e a primeira pessoa a praticá-lo foi Abraão. Este voltava de uma batalha, quando Melquisedeque, rei de Salem e também sacerdote do Deus Altíssimo, saiu-lhe ao encontro Trazendo-lhe pão e vinho (Gênesis 14.18). Melquisedeque abençoou a Abraão e este lhe deu o dízimo de tudo o que vinha trazendo da batalha.
A segunda referência ao dízimo está no capítulo 28, verso 22 do mesmo livro, e foi um voto espontâneo de Jacó, neto de Abraão.  Isso foi à aproximadamente 500 anos antes da Lei. Antes de ser incorporado à Lei o dízimo era espontâneo e representava gratidão a Deus. Até essa época o dízimo não tinha uma finalidade definida.
A terceira referência está no livro de Levítico capítulo 27, versículo 32 época em que os descendentes de Abraão, (os Israelitas), voltavam do Egito, onde tinham permanecido por mais de 400 anos e seguiam pelo deserto com destino à terra de Canaã que conforme promessa de Deus a Abraão seria dividida entre seus descendentes (as 12 tribos de Israel).  Deus escolheu uma das tribos (a tribo de Levi), para ser a tribo sacerdotal, responsável pela assistência espiritual de todo aquele povo e determinou que essa tribo não  receberia herança na terra de Canaã, mas seriam sustentados pelos dízimos  dos demais. Foi nessa época que o dízimo foi incorporado à Lei.
O dízimo continuou na igreja do Novo Testamento e sua única finalidade é a manutenção do templo e o sustento dos obreiros que se dedicam de tempo integral a serviço da igreja e à pregação do Evangelho (1 C0ríntios 9.13).
Quanto às ofertas, essas são anteriores ao dízimo, e diferem deste pois o seu valor fica a critério do ofertante e expressam a gratidão do mesmo a Deus.
A primeira referência a ofertas na Bíblia se encontra no livro de Gênesis capítulo 4 versículo 4.  Finalizando, tanto o dízimo quanto a oferta, quando praticados pela fé, e de livre e espontânea vontade trazem bênçãos para quem o faz e demonstram que tal pessoa reconhece que é Deus quem nos dá todas as coisas.
Nós somos apenas administradores!



Que Deus continue nos abençoando.



Pr. Vicente Deodato

Reflexões: Cada um dá o que tem

O capítulo 3 de Atos dos Apóstolos,conta a história de um homem paraplégico (coxo), que todos os dias era colocado à porta principal do templo (o templo tinha várias portas) para pedir esmolas aos que entravam. Um belo dia aconteceu que Pedro e João iam entrando no templo para a oração da hora nona (3 horas da tarde). Aquele mendigo não os conhecia  mas ao vê-los, gritou por uma esmola. ele estava acostumado a receber esmolas dos outros, que evitavam olhar para ele, e, os mendigos também não encaravam as outra pessoas; (os fariseus não gostavam que as pessoas simples e nem os gentios os olhassem nos olhos). Aquele homem ficou surpreso ao ouvir Pedro dizer: Olha para nós! Ele levantou a cabeça, certamente pensando que ia levar uma repreensão muito forte, ou talvez a esmola ia ser grande! E foi mesmo! Uma esmola (se podemos chamá-la assim) que fez com que sua vida desse um giro de cento e oitenta graus. Naquele exato momento ele se tornaria um ex-mendigo! Pedro foi logo dizendo; Não tenho prata nem ouro (ainda não existiam as cédulas de papel), mas o que tenho isso te dou. Pedro e joão não tinham bolsa, mas tinham uma vida de intimidade com Deus que lhes dava o poder e certeza que poderiam mandar aquele paralítico se levantar e andar. os fariseus e demais religiosos que frequentavam o templo, só podiam dar esmolas, porque só tinham dinheiro! Mas Pedro e João tinham algo melhor!
Há muitos que se professam cristãos e frequentam a igreja mais do que o seu local de trabalho, no entanto, não tem condição de dar uma palavra de ânimo e esperança para os enfermos e necessitados espirituais. Só podemos dar aquilo que temos!